Nem sempre o indivíduo que quer estudar a Doutrina Espírita consegue acessar os conteúdos de seu interesse através das atividades da instituição espírita. Identificando a área de interesse, nada impede que o indivíduo crie seu próprio grupo de estudo com pessoas que tenham os mesmos objetivos. Um ambiente informal e a intimidade de um grupo pequeno favorecem a aprendizagem através da troca entre os participantes.
Benefícios do estudo em grupo
Além do estudo individual, que é muito importante para estudar os conteúdos com calma e atenção, necessárias para fazer reflexões mais aprofundadas, o estudo em grupo pode trazer benefícios adicionais, como:
- mais motivação para estudar
- esclarecimento de dúvidas
- conhecer o assunto de outro ponto de vista
- conhecer outros materias relacionados
- troca de percepções e ideias
- despertar interesses e questionamentos
- autoconhecimento através do contato com outras pessoas.
Por onde começar
Para criar um grupo de estudos espíritas, esses são os pontos essenciais que devem ser definidos:
- conteúdo
- programa
- data, horário e frequência
- ambiente
- participantes
- divulgação.
O que Kardec disse a respeito
Importância do estudo
“Por isso é que dizemos que estes estudos requerem atenção demorada, observação profunda e, sobretudo, como aliás o exigem todas as ciências humanas, continuidade e perseverança. Anos são precisos para formar-se um médico medíocre e três quartas partes da vida para chegar-se a ser um sábio. Como pretender-se em algumas horas adquirir a Ciência do Infinito! Ninguém, pois, se iluda: o estudo do Espiritismo é imenso; interessa a todas as questões da metafísica e da ordem social; é um mundo que se abre diante de nós. Será de admirar que o efetuá-lo demande tempo, muito tempo mesmo?”
O Livro dos Espíritos — Allan Kardec
Introdução, item XIII
Tamanho do grupo
“Já vimos de quanta importância é a uniformidade de sentimentos, para a obtenção de bons resultados. Necessariamente, tanto mais difícil é obter-se essa uniformidade, quanto maior for o número. Nos agregados pouco numerosos, todos se conhecem melhor e há mais segurança quanto à eficácia dos elementos que para eles entram. O silêncio e o recolhimento são mais fáceis e tudo se passa como em família. As grandes assembleias excluem a intimidade, pela variedade dos elementos de que se compõem; exigem sedes especiais, recursos pecuniários e um aparelho administrativo desnecessário nos pequenos grupos.
A divergência dos caracteres, das ideias, das opiniões, aí se desenha melhor e oferece aos Espíritos perturbadores mais facilidade para semearem a discórdia. Quanto mais numerosa é a reunião, tanto mais difícil é conterem-se todos os presentes.
Cada um quererá que os trabalhos sejam dirigidos segundo o seu modo de entender; que sejam tratados preferentemente os assuntos que mais lhe interessam. Alguns julgam que o título de sócio lhes dá o direito de impor suas maneiras de ver. Daí, opugnações, uma causa de mal-estar que acarreta, cedo ou tarde, a desunião e, depois, a dissolução, sorte de todas as sociedades, quaisquer que sejam seus objetivos. Os grupos pequenos jamais se encontram sujeitos às mesmas flutuações.
A queda de uma grande associação seria um insucesso aparente para a causa do Espiritismo, do qual seus inimigos não deixariam de prevalecer-se. A dissolução de um grupo pequeno passa despercebida e, ao demais, se um se dispersa, vinte outros se formam ao lado. Ora, vinte grupos, de quinze a vinte pessoas, obterão mais e muito mais farão pela propaganda, do que uma assembleia de trezentos ou de quatrocentos indivíduos.”
O Livro dos Médiuns — Allan Kardec
Item 335